Matheus Wrubel, Advogado

Matheus Wrubel

Campo Grande (MS)

Sobre mim

Especialista em Recursos a Tribunais Superiores
Advogado graduado em 2019.
Atuo desde 2020 majoritariamente na área cível.

Especializado em Recursos direcionados aos Tribunais Superiores.

Pós-graduando em Processo Civil.

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Comentários

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Matheus Wrubel, Advogado
Matheus Wrubel
Comentário · há 8 anos
Parece-me que a neutralidade da rede, como salientado pela postagem a que o artigo faz referência, na verdade, serve implicitamente como um impasse, da mesma forma que agem as regulações da ANATEL no Brasil, explico.
Quanto mais restrições forem instituídas (principalmente as mais recentes, como no caso do Marco Civil), mais fácil fica para as empresas já consolidadas no mercado manterem o monopólio, pois, claramente, empresas que possuem serviços diferenciados e que podem atender o público de uma forma diferente encontrarão impasses legais para seu estabelecimento no país.
As empresas atuais de telefonia no Brasil tornaram-se, por óbvio, as que prestam o serviço de internet e, inobstante serem "vítimas" da regulamentação da ANATEL (com muita ressalva aqui), são incentivadas através de medidas governamentais a manterem sua atividade, seja pelo interesse social, seja pela manutenção da fonte empregadora, etc. Ocorre que empresas estrangeiras poderiam oferecer um serviço diferenciado e encontram, também na neutralidade da rede, outro impedimento. Seria possível, caso contrário, ofertar pacotes que ofereceriam maior velocidade para vídeos em detrimento de redes sociais, ou vice-versa, garantindo mais opções ao cliente.
O que ocorre, entretanto, é uma afronta institucional à neutralidade da rede, já que pacotes "com whastapp e facebook grátis" funcionam normalmente no mercado, sem restrições.
Ou seja, vivemos numa neutralidade da rede seletiva, a interesse do mercado já estabelecido e contra os princípios da livre concorrência.
Menos neutralidade = mais liberdade.
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Matheus Wrubel, Advogado
Matheus Wrubel
Comentário · há 8 anos
Um bom texto para incitar a reflexão, principalmente da parte autossuficiente da relação estagiário-empregador.
Sou estagiário e, agora no penúltimo ano de faculdade, passei por diversos estágios, todos em órgãos públicos, conseguidos por meio de concurso. A vontade de estagiar em um escritório permanece, mas, em comparação, a carga de trabalho seria maior e o salário menor, e eu, que dependo do salário (que mesmo em órgãos públicos não chega ao mínimo), ficaria prejudicado.
A saturação do mercado é o fator principal responsável por isso, vez que são vários acadêmicos buscando preencher pouquíssimas vagas. Não fosse esse o caso, os salários seriam maiores, a demanda maior e a valorização, consequentemente, maior.
Hoje, no entanto, o BOM acadêmico e o MAU acadêmico são igualmente valorizados (ou desvalorizados) e ganham mal. Os concursos públicos para provimento das vagas de estágio, por sua vez, peneiram os maus acadêmicos e, assim, valorizam mais aqueles que passaram no concurso (não são todos os casos).
Portanto, assim como há advogados "nível 1, 2 e 3" em escritórios e eles recebem salários díspares, o mesmo poderia ser feito aos acadêmicos, criando incentivos para o bom desempenho e, consequentemente, a valorização, bem outro fator importante: a autovalorização. O acadêmico comprometido e esforçado, que, como bem salientado, está estagiando como um meio educativo, vai poder se diferenciar de seus pares, que, merecem, sim, no caso de incompetência, má-vontade e "enrolação", ser desvalorizados.
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Laíce Cardoso, Advogado
Laíce Cardoso
Comentário · há 8 anos
Houve, na cidade de Nova Orleans, um protesto enorme por parte das trabalhadoras de boates, incluindo prostitutas e strippers, contra o fechamento da rua. Nos EUA, apesar de não haver regulamentação da profissão, muitos sequer querem ouvir o que AS MULHERES querem e tentaram acabar com isso no mesmo argumento de que é degradante.

Quem tem que falar que x ou y coisa é degradante ou não é quem está sujeito à coisa. Temos que ouvir pedidos das próprias, sem dar uma de salvadores.

É um argumento simplista, resumido, e muito cheio de complexo de salvador assumir que todas as prostitutas querem deixar de ser prostitutas, e é machista assumir que é EM SI uma profissão degradante.

Há uma enorme diferença entre ser levada à prostituição por falta de escolha, e ESCOLHER ser prostituta. Ambas as situações existem e não podemos apenas escolher um lado e pender. Temos que proteger todas as mulheres para que possam fazer essa escolha e não coibi-la.

A regulamentação e proteção profissional possibilitaria muito mais do que apenas impedi-las de adentrar nesse sistema. É impossível abolir a prostituição. Enquanto houver demanda para x serviço, haverão pessoas oferecendo-o.

Feminismo é sobre proteger as mulheres e sua possibilidade de escolha, e não julgar a escolha que fizeram como degradante. Cabe a nós o respeito e proteção, e não bancar o colonizador que achava que o índio tinha que ser catequizado se não ia pro inferno, sendo que o índio nunca pediu isso.
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